
A Nossa Mãe
Amada Terra
Que nos espera
No despertar
Com seu Encanto
Acalma a fera
E acalma o canto
Do caminhar
A Nossa Mãe
Amada Terra
Que nos espera
No despertar
Com seu Encanto
Acalma a fera
E acalma o pranto
Do caminhar
Relato de experiências internas excritos em versos ou prosas.
Convém manter a fé,
Independente dos fatos externos.
Convém confiar,
Independente das respostas imediatas.
Convém fortalecer o poder pessoal,
Independente da percepção alheia.
Convém manter a conexão interna,
Independente de estar no mundo.
Convém manter a mente vazia,
Independente do fluxo de ideias.
Convém manter o coração sereno,
Independente das incertezas.
Convém manter as ações,
Independentes de intenções egóicas.
Convém romper as amarras,
Independente de julgamentos.
Agora convém o encontro
Com o que jaz urgente em ti!
(29.05.06)
Um Guerreiro
Não se envaidece
Nem se humilha,
Seja diante da crítica
Ou diante do louvor.
Um Guerreiro
Mantém a dignidade,
Seja diante da dor
Ou diante do amor.
(05.02.05)
Qualidades são inerentes
Virtudes se conquistam
Qualidades podem ser positivas ou negativas
Virtudes são o cultivo do melhor em nós
Qualidades envaidecem
Virtudes enobrecem
Qualidades vem “de mão beijada”
Virtudes dependem de firme
determinação continuada
Qualidades vêm e vão
Virtudes, temos que praticá-las dia após dia
Qualidades são relativas
Virtudes são inegáveis
Qualidades inflam o ego
Virtudes aumentam a humildade
O Ego serve ao propósito
de encontrarmos a melhor forma
de tocarmos o coração das pessoas
e abri-lo para o Amor.
A cada momento desta etapa venho constatando a transitoriedade aleatória dos estados da mente, que oscila frenética entre ideias, emoções e sensações diametralmente opostas.
Não adianta querer nem segurar nem fugir do momento; ambas as tendências falidas diante da angústia do desconhecido.
Sentir-se a mercê de correntes antagônicas não é nada confortável, mas assinala uma viajem sem volta à busca de respostas coerentes que justifiquem nossa existência.
Constato que caso seja apenas um jogo, uma grande brincadeira cósmica, invisto e insisto para que minhas emoções não o leve tão a sério e vençam o impulso primevo ao sofrimento. Talvez seja digno de censura meu compromisso com correção ao invés de diversão.
Buscar recursos internos sem nenhum parâmetro ou exemplo que se aproxime de minha subjetividade traz este misto de prazer e dor ainda extremamente esgarçante. Requer um nível de atenção e uma vigilância firme, ao ponto de sentir-me satisfeita e frustrada em átimos infinitesimais de tempo.
É minha grande virada, sem dúvida; nada mais que a incerteza agoniante das contrações do parto, cada uma delas testando a resistência dos limites entre vida e morte. Algo que pressupõe o estilhaçar de padrões, conceitos e cristalizações em geral, de forma dolorosamente libertadora. Lugar de onde a cada momento temos que optar determinadamente pelo sim a vida, pelo livre fluir, mesmo que isso represente o fim da mesma, mesmo que não consigamos antever que caminhos se abrirão diante de nossos passos.
E ter apenas a certeza de que mesmo que tudo aconteça obedecendo a uma lógica que me escapa, só resta seguir feliz e satisfeita, confiante de que, se for o caso, a compreensão virá depois.
Caminhando em meio às incertezas, imersa no livre fluxo. Restará algo que necessite ser compreendido?
(30.04.2004)
O Povo em Pé nos acolhe,
Dá-nos sombra, frutos e oxigênio;
Alimentos para corpo, mente e espírito.
Abriga muitos de nossos irmãos
Alados, saltitantes e rastejantes.
O Povo em Pé
Era maioria absoluta
Na superfície deste Planeta,
Devido a grande necessidade
Que os outros seres têm de suas dádivas.
O Povo em Pé
Agora clama pela união de todos os seres
Em prol da restauração energética do Planeta.
Isto inclui a preservação de todas as formas de Vida,
Para que a Terra possa restaurar sua saúde e harmonia.
Todos nós dependemos do Povo em Pé!!!
Quando menina era de pouco falar,
Mas escrevia, para aliviar a pressão e compartilhar.
Quando jovem era assolada por questões
Sobre espírito, mente e reencarnações.
Mas também gostava de experimentar
Tudo o que o amor pudesse proporcionar.
Sonhava muito com o Paraíso,
De Paz e Amor e mútuo serviço.
Depois, os revezes, naufrágios e mortes,
Mas hoje ainda meu coração é meu norte.
(14/07/07)